Com avanço na alfabetização, Nabor leva modelo de Patos ao debate e projeta pauta para o Senado

Data: 5 de maio de 2026

 

Os números mais recentes mostram uma mudança de patamar na cidade do Sertão paraibano. Em 2023, 43,6% das crianças estavam alfabetizadas na idade adequada. Em 2024, o índice chegou a 67,47%. Já em dados atualizados de fevereiro e março de 2026, Patos alcançou 84% de alfabetização na idade certa. O avanço consolida o município acima da média nacional (59,2% em 2024) e também à frente da média estadual (51%), indicando a continuidade do crescimento nos indicadores educacionais. Na comparação com os principais centros urbanos do estado, o desempenho chama ainda mais atenção. Patos registrou avanço consistente no mesmo período, consolidando-se como um dos destaques recentes na área educacional.

O resultado não é atribuído a uma medida isolada, mas a um conjunto de ações articuladas ao longo dos últimos anos. Entre elas, o acompanhamento sistemático da aprendizagem, o reforço escolar nas séries iniciais e a ampliação de políticas voltadas à primeira infância. A estratégia buscou atacar o problema na base, onde a defasagem costuma começar.

Na prática, a mudança dentro da sala de aula passou por uma rotina mais organizada e pelo uso mais direto das informações sobre cada aluno. Na Escola Municipal Nosso Lar Tio Juca, a gestão destaca que o avanço veio da combinação entre planejamento e ações simples no dia a dia, como garantir leitura e escrita e fortalecer projetos que incentivam o hábito de ler. As avaliações formativas passaram a orientar o trabalho dos professores, mostrando onde cada criança precisa avançar.

Para as famílias, os efeitos da alfabetização vão além do desempenho escolar e passam a impactar diretamente a rotina das crianças. A dona de casa Ambrozina Laura de Medeiros Amaro relata a mudança na rotina da filha, Ana Júlia, aluna do 3º ano. “Ela começou a ler textos completos e utilizava pontuação. A partir disso, veio a independência no dia a dia, como ir ao supermercado, identificar produtos e escolher melhor”, conta. Segundo ela, a leitura também ampliou o diálogo dentro de casa e despertou a curiosidade da criança. “Com a leitura começaram os questionamentos e as conversas ficaram mais claras e presentes”, afirma.

Para Nabor, esse tipo de avanço mostra que a educação pode responder com rapidez quando há direção clara e continuidade administrativa. “Quando o município assume a alfabetização como prioridade e acompanha de perto o que acontece dentro da sala de aula, o resultado aparece. Não é algo imediato, mas também não precisa levar décadas”, afirmou.

A experiência passou a ser um dos pilares do discurso do pré-candidato. A proposta é levar esse modelo para o centro do debate nacional, defendendo políticas que ampliem a alfabetização na idade certa, fortaleçam os primeiros anos da educação básica e criem caminhos para que os estudantes avancem até a formação técnica.



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